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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Introdução a Rastafari (parte 4/4)

baseado e inspirado pelo artigo
"An introduction to Rastafari by Ras Charles and French Dread".



A via Rastafari e os seus Símbolos.

Como qualquer espiritualidade, Rasta tem as suas próprias tradições, e os seu símbolos... Dreadlocks, Ganza, as cores Rasta, a Estrela de David, etc. [leia mais...]

Dreadlocks: estes têm diversos significados. Em primeiro lugar, pertencem à história bíblica através do voto dos Nazarenos, que proibía o cortar e pentear o cabelo. (nota: Importa aqui assinalar que ter locks não faz da pessoa rasta, e o inverso também é aplicável, há muitos rastas que optam por cortar o cabelo). As locks ou mechas de cabelo evocam a aparência de raizes, as raízes do homem, da consciência, da espiritualidade, tornam-se um símbolo da sua interligação com Jah. Como dizia Marcus Garvey, “(...) um homem que desconhece o seu passado, é como uma árvore sem raíz”. As mechas também evocam o simbolismo da juba do Leão, e da ligação a Haile Selassie I, Leão conquistador da tribo da Judeia.

Cannabis: Também conhecida como Hemp, Marijuana, Kaya, Sensimilla, Ganja, ou”Healing of the Nations”, é um sacramento usado pelo Rasta. A lenda diz que a Erva Sagrada foi encontrada a crescer no túmulo do Rei Salomão, e o seu uso provém da Bíblia “(...) e comerás das ervas do campo (...)” (Genesis 3:18), “(...) e comam toda erva da terra (...)” (Êxodo 10:12), “Melhor é um prato de hortaliça, onde há amor, do que o boi gordo, e com ele o ódio.” (Proverbios 15:17), “Fazes crescer erva para os animais, e a verdura para uso do homem, de sorte que da terra tire o alimento,” (Salmos 104:14). Rasta usam Erva para meditar (simbolizando o Arbusto Ardente), para fins medicinais (exe. Asma), fins alimentares (as sementes são muito nutritivas), para fazer tecidos, roupa, sapatos e corda.

A Bandeira Rasta: O vermelho, amarelo e verde são as cores da bandeira Rasta. O vermelho simboliza o sangue do povo, o amarelo a prosperidade roubada, mas ainda presente, e o verde o Éden africano. A bandeira pode também ser vista durante celebrações coptas na Etiópia. Vários países africanos exibem estas cores na sua bandeira, sendo as cores pan africanas (Mali, Guiné, Etiópia, Benim, Camarões, Congo, Ghana, Togo, Senegal, Moçambique, Zâmbia, Ximbabwe, etc.)

A Estrela de David: A estrela de David é o símbolo da ligação entre HIM (His Imperial Magesty) Haile Selassie e David. Quando HIM faz o selo de Salomão com as suas mãos, podemos verificar que parece a estrela de David. O Rasta revê-se na história dos Israelitas em exílio na Babilónia. A estrela David é o símbolo de Israel.

O Leão Conquistador e o Cordeiro: Ambos simbolizam HIM Haile Selassie, de acordo com “Revelações” e a abertura dos 7 selos. Representam as duas faces da mesma realidade, Yin e Yang, Bom e Mau, Princípio e Fim, Alfa e Ómega.

[fim.]

domingo, 14 de junho de 2009

Introdução a Rastafari (parte 3/4)



História e Profecia.

O nascimento do movimento rastafari pode ser oficialmente datado de 2 de Novembro de 1930, quando o Príncipe Ras Tafari Makonnen foi coroado Imperador da Etiópia e adoptou o seu novo nome Haile Selassie I. [leia mais...]

Este não foi para muitos um acontecimento fortuito. Um ano antes, Marcus Mosiah Garvey, na Jamaica, teve uma visão profética, dizia que um rei seria coroado em África (não esquecer que nesta altura, apenas a Etiópia se mantinha autónoma da colonização Europeia de África).

Após a coroação de Sua Majestade Imperial Haile Selassie I (Poder da Trindade), muitos se viraram para a Bíblia em busca de sentido e confirmação. Encontraram-na nos salmos: “Um principe virá do Egipto, e a Etiópia em breve tocará Jah”. A profecia tinha sido cumprida, e estes foram os primeiros rastafari.

Além de carregar o título de “Rei dos Reis, Senhor dos Senhores, Leão conquistador da tribo de Judeia” presente em “Revelações”, Haile Selassie I é o 225º descendente do Rei Salomão, filho de David e da Raínha de Sabá, esta sincronicidade entra a vida de Haile Selassie I e a Bíblia fundamentou ainda mais junto dos primeiros rastas a noção de que Haile Selassie I era de facto o Salvador.

Estes Rastas da Jamaica, vinham dos piores bairros de lata, e eram frequentemente espancados, perseguidos e aprisionados. Mas foram os que lançaram as fundações deste movimento da diáspora africana, que iniciaram o resgate do orgulho e da identidade africana. Por isso são, e devem ser, até hoje reconhecidos e honrados como a vanguarda de resistência africana, que permitiu o desabrochar da filosofia Rastafari.

Se nos anos ’30 ou ’40 o movimento vivia uma calma aparente, nos anos ’50 a ’70 confrontou-se com a crescente perseguição das classes médias e altas da sociedade Jamaicana. Rastas eram considerados proscritos fora-da-lei. Por seu lado o Rasta encarava a sociedade Jamaicana como a Babilónia, símbolo do “mal” e do desequilíbrio. A sociedade era o opressor, não era o seu lar mas sim o cativeiro de um povo roubado de sua terra e identidade. Enquanto não houvesse regresso a África (Êxodo) não haveria paz.

Apesar da opressão da sociedade Jamaicana, da polícia, dos média, e mesmo da população em geral, as ideias do movimento atravessaram fronteiras, expandindo-se pelo Caribe, Estados Unidos da América (ajudadas pelo movimento do Black Power Protest "Poder Preto" nos anos ‘60), e em especia pela Inglaterra.

Em meados de ’70, o movimento viu a sua imagem mudar radicalmente graças ao impacto do Reggae e do seu maior representante... Robert “Bob” Nesta Marley.

Hoje são muitos os que aceitam Rastafari, mas ainda há muitas cabeças (Ras) que temem o julgamento da sociedade e do seu irmão. Outros lutam para viver a sua via.
[fim.]

sábado, 13 de junho de 2009

Introdução a Rastafari (parte 2/4)

baseado e inspirado pelo artigo
"An introduction to Rastafari by Ras Charles and French Dread".



O que é Rastafari...

Rastafari é uma leitura teológico-filosófica de raízes católica e afrocêntricas que religa e integra Homem e Deus. Vejo Rastafari como um movimento de Africanos (todo aquele que se identifica com África), que identifica África como o Berço da Criação. [leia mais...]

África sempre teve um papel central na história religiosa, cultural, científica e tecnológica do Homem. Simbolizada nas Escrituras como Etiópia (I-tiópia), África é um polo emocional para muitos africanos, chamando para a terra dos nossos antepassados, esses, retirados à força há mais de 500 anos pelo Tráfico Negreiro (Maafa), o Holocausto Africano.

Este chamamento é insuportavelmente pungente no Rastafari. Para Rasta é importante que o “Povo Preto” saiba da sua origem, e da sua história, para que possa desenvolver um sentimento de africanidade, orgulho e integridade. África é nobreza e o Africano é seu filho. A ninguém precisa jamais o africano de servir ou admirar.

África é património da Humanidade, não pertence ao africano, pelo contrário, é este que lhe pertence, e é aí que reside o seu orgulho, a sua identidade. Urge recuperar a cultura africana, pois foi denegrida, desmantelada, humilhada e escondida durante muitos séculos. Agora compete ao africano reclamar a sua herança para que possa dar o seu contributo para o Advento de uma Nova Consciência Global.

Vejo Rasta como um Guerreiro Sagrado, ao serviço de África, numa luta pela reconstrução de África, e pela redenção do Homem. Vejo Rasta como um Arquitecto Sagrado, como uma parte da Parede-Mestra que suporta a Harmonia entre os Homens.

Para tal, Rasta não deve lutar contra a Babilónia através das suas armas e munições, mas sim pelo resgate do seu poder ancestral, poder escondido na cultura e no subconsciente colectivo do africano. Munido desse poder, Rasta poderá trazer a união e construir a via que transforma o sofrimento que a Babilónia impõe, sofrimento que nos impede do progresso e da iluminação.

Esta visão afrocêntrica não responsabiliza o “Povo Branco” (ou de qualquer outra côr) pelos males, pois somos todos filhos de Jah. Mas no nosso seio Babilónia prospera, perturbando o Santo Equilíbrio. Babilónia são as barreiras que impomos à nossa felicidade. Babilónia é a divisão entre os Homens. Por isso rasta evita os “ismos” porque qualquer categoria divide, e deixa algo de fora. Rasta luta pela libertação do Homem, “O Povo Unido jamais sera vencido!”

“We are but One... I and I”
[fim.]

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Introdução a Rastafari (parte 1/4)

baseado e inspirado pelo artigo
"An introduction to Rastafari by Ras Charles and French Dread".


O Objectivo e o "Porquê" da Via Rastafari.

Olhemos para Jah, para Deus que escolheu o Homem para que este tivesse um lugar singular e único em toda a Criação. Ao Homem foi dada a Razão e a Inteligência.

Vivenciemos Deus com Confiaça e Fé. Não estamos nem sós, nem contra a Criação, esta é a Sua Obra e nós somos parte dela, olhemos para dentro das nossas almas. Estamos fadados à transcendência. Tornar-nos-emos maiores do que algumas vez fomos, cresceremos em espírito, em coragem... na vida e na Vida.

Nas palavras de Hailé Selássie I:

"Há que suplantar a vivência mesquinha. Mesmo que o peso da história nos tente esmagar, não daremos a nossa dedicação ou aliança a nenhum país ou nação, mas sim ao homem nosso irmão, para assim nos tornarmos membros de uma nova raça: A Raça Humana."

sábado, 6 de junho de 2009

A Flor Máis Grande do Mundo

Sugerido por Solange

A Flor Máis Grande do Mundo
baseado em "A Maior Flor do Mundo" de Saramago

se quiserem saber mais sobre este vídeo,
consultem a Solange no Ler é viver, ou então sigam este atalho!

Ler é viver


Apetece-me falar deste blog. Ler é viver, é um blog que desfolho, uma descoberta de pedacinhos e pedações em que vou encontrando prendas aqui e acolá. Porque é que estou a escrever sobre ele? Talvez porque nos últimos dias senti muito intimamente a força dos seus pensamentos pelo trilho das suas palavras. Os "tus" que são "nós", a importância e a magia das palavras!

Agora vou seguir a proposta da Solange, e ver "A Flor Mais Grande do Mundo" com a minha filhota! Estive a espreitar um pouquinho e parece-me fantástico... um kandando para as "meninas e meninos" do Ler é viver.
(nota: Adoro a imagem do vosso blog, estive a brincar um bocadinho com ela e voilá! Espero que não se importem)

quinta-feira, 28 de maio de 2009

The Meaning of Reasoning

by Ras Mandingo jahson

Greetings Idrens and Sistrens,
I was wondering about the word "reasoning". That's something I feel happy I can exercise here. I was trying to find a word in Portuguese, and ended up building one, as I couldn't find one that I felt really represented this feeling.

When we translate, we actually make an interpretation, looking for ideas that can be compared. Reason (razão in Portuguese), the capacity that we all have to FEEL when something is right. We get to clearly SEE something that someone tells us, and we can confirm this in the very inside of our conscience. Reasoning, the action of being able to use one's reason. I thought about arazãonamento, in Portuguese, which doesn't really exist as a word. You do have arazoamento; this is the word in classic Portuguese, even though I don't FEEL it really transmits ALL I FEEL in the word reasoning.

Yes, reasoning is an art. Art is articulation, and so is reasoning. I guess one thing necessary for a person to be able to reason is that the person is humble, is striving to be free, free from mental bondages and slavery. This is a powerful exercise for the mind. Our mind gets stronger with that and as a result, we get to be able to RELATE to other people, strengthen the intimacy and the human relation with everybody.

I guess, this is one of the greatest treasures in Rasta Livity: Reasoning Process. Sometimes there are some fiery feelings, but, if the intention is of brotherhood, the differences can be exercised and the similarities can be strengthened. I give thanks and blessed love for the possibility of being here, daily (and nightly), virtually and still reality, reasoning and learning and growing and clarifying and demystifying... Yes RASTAFARI, NYABINGI I, EARTH RIGHTFUL RULER, Blessed be the power of revelation by Information and Inity.

Ras Mandingo Jahson

Posted: Friday, March 14, 2003 in
http://rastafaritimes.com/rasnews/viewnews.cgi?newsid1047677439,82598,.shtml

segunda-feira, 25 de maio de 2009

"Coisas"

inspirado por Lita (saiba porquê...)

O amor tem muitas linguas, muitos pensamentos, muitas coisas que não sabemos apontar... muitos Pequenos Pormenores que não queremos descurar.

Amor de pai e de mãe é inexplicável, aliás como todos os amores que valem a pena. Mas é um amor evitável... É possível não amar, é possível viver sem essa chama que nos tempera. Mas... para quê? Há "coisas" que apetece e dá gosto ter, há "coisas" que se procuram, pela qual se arrisca, pela qual damos um vida.

Há 5 anos atrás escolhi a minha "coisa".