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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Aqueles senhores chamados de Avós!

Não é que eu seja propriamente daquelas pessoas que não dá valor a nada até que esse nada desapareça, e então dê a sensação que em vez de ser nada, afinal era tudo.

E porque não sou sempre assim, já há muito que tinha reconhecido a importância deste senhor e desta senhora, mas ou menos na altura em que senti que ali tinha uma família... mas não há dúvida que hoje reconhecço ainda mais a falta que os meus queridos sogros me fazem... óh que saudades...


a) do apoio moral;
b) do apoio de ir buscar as miúdas à escola quando eu e ela saíamos tarde do trabalho
c) de estragá-las com mimos e criar um espaço onde as regras podem ser diferentes;
d) de deixa-las com eles (fazendo-as felizes porque... ver ponto anterior) enquanto os pais iam ao cinema, ou ao teatro, ou jantar fora, ou simplesmente namorar (o que nos fazia TÃO felizes);
e) de darem-nos coisas para a dispensa porque misteriosamente sobrava sempre uma garrafa de azeite, comida para os gatos, ou uma travessa de comida; páo, leite, etc.;
f) de chegar-mos a casa, e ver-mos a cama feita, casa arrumada e limpa e percebermos nos olhos um do outro que que nenhum de nós tinha feito isso;
g) dos almoços de domingo em família
h) de simplesmente dizer "que saudades que tenho de sardinhas (ou outro petisco qualquer) para ter a certeza que nesse domingo, esse seria o almoço
i) das inúmeras colecções da Planeta Agostini, que só os avós tinham paciência de comprar;
j) dos sapatinhos, camisolas, t-sirts, casacos, chapeus, saias, laços e lacinhos, etc. que apesar de não precisar iam aparecendo na mala das miúdas, simplesmente porque estava tão em conta, e nao conseguiram resistir;
k) da maneira como mãe e filha discutiam todos os dias, mas todos os dias se abraçavam e beijavam e tomavam café;
l) da rede de conhecimentos que tinham na nossa comunidade que nos informava de tudo e facilitava ainda mais o acesso aos serviços e bens:
m) de tantas danças nos bailes populares com a minha sogrinha;
n) das ajudas financeiras em momentos difíceis;
o) das férias com as miúdas, onde aprendiam coisas que eu nem quero saber;
p) de dar chocolate à Mariana pela primeira vez para ela provar;
q) de arranjar uma casa pertinho dela no tempo que "O diabo esfrega um olho!"
r) das longas conversas no final dos almoços onde se falava de tudo e se aprendia muito;
s) das viagens de carro para ir às ecografias;
t) das dicas sobre música;
u) de ser chamado de "pingente de sala";
v) do sotaque algarvio;
w) da roupinha misteriosa que aparecia lavada e passada a ferro;
x) dos natais em família;
y) da proteção feroz dos seus;
z) de me aceitarem incondicionalmente e me tornarem um dos seus.

A este grande senhor e grande senhora, que só estão longe em quilómetros, mas que continuam muito perto... a minha sincera homenagem, e uma dívida de gratidão imensa...

Força sogrinhos!

2 comentários:

Sayuri disse...

Muitas das coisas continuarão a acontecer, mas de facto deve ser 'um soco no estômago', mais quando ultrapassa a questão da necessidade e se verifica amor :)

Lopes (Henda) disse...

És uma linda... chuac!